XXXII Semana Padre Cícero

Acompanhe a programação da XXXII Semana Padre Cícero:

Dia 20/03 – Quinta-feira
06h00
Tradicional Missa no Largo do Socorro
Abertura Oficial: Pronunciamento do Prefeito Municipal, Raimundo Macêdo, e da Secretária de Cultura e Romaria, Marli Bezerra
07h00
Apresentação de Grupo de Tradição
Distribuição de Caldo (SEDEST)
09h00
Lançamento do 4º Simpósio Internacional Sobre o Padre Cícero: “E Onde Está Ele”
Local: Auditório da Urca, Campus CRAJUBAR
17h00
Inauguração da Unidade Básica de Saúde Dr. Bastim – Sebastião Alves Pereira Filho
Rua São Francisco, 1224
Missa – Largo do Socorro
18h00
FEART – Praça do Cinquentenário
Exposição do Centenário
Local: Memorial Padre Cícero
18h30
Apresentação da Banda Municipal
Local: Largo do Socorro
Pronunciamento do Prefeito Municipal, Raimundo Macêdo, e da Secretária de Cultura e Romaria, Marli Bezerra
Apresentação de Grupos de Tradição
Coral Fênix
19h00
Grupo Musical Anjo da Guarda
Local: Largo do Socorro
20h00
Leonardo de Luna
Local: Largo do Socorro
Lançamento do livro “A Espiritualidade do Padre Cícero Romão Batista”. Autor: Padre Ágio Augusto Moreira
Local: Círculo Operário Padre Cícero
Apresentação de Grupos de Tradição
Coral Fênix
Dia 21/03 – Sexta-feira
07h00
Missa – Capela do Socorro
08h00
Palestra “A Formação Social de Juazeiro do Norte na Visão do Padre Cícero”. Palestrante: Professor Chessman Ribeiro
Local: Centro Cultural do Banco do Nordeste
09h00
Inauguração da Central de Libras
Local: Centro POP, Rua São Luis, 384
16h00
Missa – Capela do Socorro
Lançamento do Projeto Memória Viva
Local: Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Possidônio da Silva Bem
18h00
Apresentação de Grupos de Tradição
Local: Largo do Socorro
48ª FEIRART 2ª Edição Cariri – Praça Padre Cícero
FEART (Feira de Artesanato) – Praça do Cinquentenário
19h00
Dupla de Repentistas – João Bandeira e Pedro Bandeira
Local: Largo do Socorro
19h30
Cantores de Deus
Local: Largo do Socorro
20h00
Show com Os Cabras de Lampião
Local: Largo do Socorro
Dia 22/03 – Sábado
08h00
Distribuição de sopão para moradores de rua em risco
Local: Teatro Marquise Branca
10h00
Palestra “A importância da água e o simbolismo da mesma para Juazeiro do Norte”. Palestrante: Dr. José Genildo Reges
Local: Centro Cultural do Banco do Nordeste
14h00
Cine Teatro: Documentário sobre o Padre Cícero
Local: Teatro Marquise Branca
15h00
Missa – Capela do Socorro
17h00
Missa – Capela do Socorro
18h00
Peça de Teatro “Chegada de Padre Cícero no Céu”
Local: Teatro Marquise Branca
48ª FEIRART 2ª Edição Cariri – Praça Padre Cícero
FEART (Feira de Artesanato) – Praça do Cinquentenário
19h00
Apresentação de Grupos de Tradição
19h30
Sol na Macambira
Local: Largo do Socorro
20h00
Show Musical
Local: Largo do Socorro
Dia 23/03 – Domingo
CORRIDA PADRE CÍCERO – SEJU
08h00
Largada
Local: Praça da Sé, Crato-CE
10h00
Chegada
Local: Praça Padre Cícero
10h30
Pronunciamento do Secretário de Esporte e Juventude, Prof. Antonio, da Secretária de Cultura e Romaria, Marli Bezerra, e do Prefeito Municipal, Raimundo Macêdo
Entrega de Prêmios, Troféus e Medalhas
18h30
Apresentações dos Grupos de Tradição e Artistas Voluntários
20h00
Seresta Padre Cícero
22h00
1º Concurso Bolo com Arte
23h30
Show Luiz Fideles
Local: Largo do Socorro
00h00
Canto de Parabéns
Show Pirotécnico
Corte do Bolo das netas adotivas do Padre Cícero (Dimensão do Bolo: 170m)
Distribuição do Caldo da Nair (26ª Edição)
Dia 24/03 – Segunda-feira
05h00
Alvorada Festiva com Salva de tiro nas Principais Praças da Cidade
06h00
Missa Festiva em Memória da passagem dos 170 anos de nascimento do Padre Cícero
Local: Largo do Socorro
07h00
Apresentação de Grupos de Tradição
10h00
Apresentação Teatral Juju Juazeiro (Comunidade Beneficente Zaila Lavor)
Local: Praça Padre Cícero
12h00
Mensagem do Prefeito Raimundo Macêdo nas Rádios
15h00
Procissão das Flores (saída do CSU)
15h30
Missa – Largo do Socorro
16h00
Procissão das Flores Sociedade Padre Cícero
Grupos de Tradição (participação na Procissão das Flores)
Fanfarras (participação na Procissão das Flores)
17h00
Missa – Largo do Socorro
18h00
Chegada da Procissão das Flores – Largo do Socorro
Festival Padre Cícero de Xadrez – Praça Padre Cícero
18h30
II Renovação das Famílias Juazeirenses ao Coração de Jesus – Largo do Socorro
Café do Santo – Largo do Socorro
19h00
Apresentação dos Grupos de Tradição – Largo do Socorro
Apresentação de Fanfarras – Largo do Socorro
Benção dos Padres – Largo do Socorro
Show Pirotécnico – Largo do Socorro
08h00
Palestra “A Formação Social de Juazeiro do Norte na Visão do Padre Cícero”. Palestrante: Professor Chessman Ribeiro
Local: Centro Cultural do Banco do Nordeste

Fonte: Site Portal de Juazeiro do Norte

Parabéns aos Artesãos Cearenses

Artesão é um profissional que fabrica produtos através de um processo manual ou com auxílio de ferramentas. Sua profissão usualmente requer algum tipo de habilidade ou conhecimento especializado na sua prática. No período que antecede a Revolução Industrial a profissão está associada a produção artesanato ou em pequena escala de bens e produtos, quando artesãos se associavam em guildas ou corporações de ofício. No contexto contemporâneo, o artesão é aquele que produz itens de carácter funcional ou decorativo, conhecidos como artesanato, a partir do qual ele obtém a sua renda.

Considerando a forma de produção, o artesão pode ser:

  • Artesão-artista: é aquele que por sua criatividade, originalidade, graciosidade e perícia produz peças que provocam profundo sentimento de admiração naqueles que as observam. Exemplos: talhadores, gravadores, escultores, pintor ingênuo (arte naif) etc.
  • Artesão-artesão: é aquele que trabalha em série, muitas vezes com ajuda de ferramentas e mecanismos rudimentares, produzindo dezenas de peças, centrado mais no aspecto utilitário das peças que produz que em despertar no observador o sentimento de beleza. Cerâmica ornamentada produzida manualmente com ou sem torno de pé.
  • Artesão semi-industrial: é aquele que trabalhando a partir de moldes ou e de outros processos semi-industriais reproduz dezenas de peças iguais. Ex: peças utilitárias de cerâmica produzidas de forma semi-industrial (tigelas, jarros, jóias, potes etc).

O que é produzido no Ceará:

Artesanato – O indígena, que o colonizador encontrou, já era artesão do tecido e da cerâmica sedimentar. Com a casca da aroeira tingia de vermelho os fios de algodão e as fibras de outros vegetais, e do azul que extraia de outras plantas do mato. Produzia sandálias de corda de caroá (ou croatá). Os Jesuítas, ao chegarem para proceder a evangelização da indiada, ante a habilidade manual e pendor artístico mostrados pelos nativos, sistematizaram o artesanato existente, somando-o ao da gente portuguesa, ensinando-lhe as técnicas de pintura, escultura, douração, relojoaria, ouriversaria, carpintaria, marcenaria, tecelagem, fundição etc. Com a expulsão dos jesuítas por Pombal, os índios e a descendência mameluca já haviam incorporado a sua cultura a vocação artesanal, transmitida as gerações que iam chegando. E permanecendo até hoje. E de tal forma interessante – até encantadora – que essa produção artesanal, apesar da introdução do maquinário moderno e a tecnologia em curso, permanece viva, elaborando peças que continuam sendo disputadas pelos que aqui chegam. 

As Rendeiras – Foi em 1748 que a Europa recebeu as primeiras rendas do Ceará. Logo tidas como de excepcional qualidade artística. Há dois séculos, portanto, que foi detectado o “natural engenho” de nossas rendeiras. Vale ir ver in loco o trabalho dessas artistas. O equipamento que elas usam é simplissímo. Um almofadão, no qual fica pregado um cartão furado do desenho da renda que se pretende fazer, alfinetes do espinho do mandacaru, para prender a renda, e os bilros de madeira, mais três caroços de macaúba onde são enrolados os fios. Vale acrescentar que a renda difere do bordado por não ter um fundo de tecido preparado, como o bordado, que é ornamentado com fios inseridos por meio de agulhas. (Aquiráz, Acarau, Trairi, são os municípios de maior concentração das chamadas mulher-rendeira). O labirinto consiste em desfiar um pano e recompô-lo em desenhos, que podem ser “paleitão”, “caseio”, “enchimento”, “bainha” e “desfio”, trabalhos delicadíssimos, que exigem enorme esforço visual e muita habilidade artística. Aracati, Beberibe e Cascavel são, entre os litorâneos perto da Capital, os municípios que mais os produzem. Redes-do-Ceará – A rede de dormir era feita pelos indígenas, da fibra do tucum. Os colonos a incorporaram ao hábito e passaram a faze-la tecida de algodão. Ainda hoje é produto “made in Ceará”, exportada pelo mundo inteiro e que o turista disputa e compra. Jaguaruana e Fortaleza concentram o maior número de fábricas de redes e ainda há artesãs que a fazem manualmente, com teares primitivos, em que pese a concorrência obviamente abrangente, das tecidas industrialmente. 

Couro – Eis a matéria-prima em que o artesanato cearense ganha dimensões extraordinárias. O mais característico é o chapéu de couro, que o vaqueiro usa e que o visitante sempre gosta de comprar. A roupa do vaqueiro é toda feita em couro, única forma que o capacita a, montando no cavalo, correr atrás do boi, por entre a caatinga agressiva, cheia de plantas espinhentas e ressequidas. Mas há também as selas, arreios, bainhas de faca, porta revistas, esculturas, cadeiras… A fora evidentemente as sandálias, as alpercatas e sapatos de couro cru, ainda vendáveis, apesar da instalação, recentemente, de várias indústrias de sapato, vindas do sul do país, que estão aproveitando os generosíssimos incentivos, que o Governo do Estado oferece. Já se pode afirmar que o Ceará é mais um polo industrial do Couro. Morada Nova, Juazeiro, Crato, Jaguaribe e Assaré apresentam os contingentes maiores do artesanato coureiro. 

Cestarias e trançados – São variedades do artesanato situadas logo a seguir das rendas e bordados, no que concerne á ocupação da mão de obra, e em cifras de unidades produzidas e exportadas. Para trançar temos a maior riqueza a “carnaúba”. Chapéus, cestas, esteiras, vassouras, abanos, peneiras, samburás, caçuás, esteiras, urupenbas, são algumas das unidades desse universo da cestaria e da trança. Aracati e Sobral são os maiores produtores de chapéus. De “cipó”, dezenas de municípios trançam-no para o fabrico de vários utilitários. Outros mais dedicados a essa atividade são Russas, Cascavel, Limoeiro do Norte e Guaramiranga. 

Cerâmica – A mulher indígena já fazia panelas e pratos de barro dos massapês próximos. E hoje os sertanejos utilizam a cerâmica para os mais variados artefatos caseiros e, também de arte pura, como o famoso mestre Vitalino, de Pernambuco, e com seguidores nos demais estados nordestinos, Ceará, inclusive. O artesanato de cerâmica medra nos municípios banhados por rios e riachos. Jarras, quartinhas (moringas), gamelas, pratos, mealheiros, alguidares, além de figuras lúdicas de animais, pessoas etc. São muitos os municípios louceiros: Barbalha, Ipu, Limoeiro do Norte, Aracati, Icó, Juazeiro, Chorozinho… 

 

Garrafas coloridas – Com as areias multicores das falésias que lhes enfeitam a praia, surgiu, principalmente, em Majorlândia, Aracati, os artistas das garrafinhas coloridas. Pacientemente, com estiletes e diminutas pasinhas, eles as vão dosando para dentro das garrafas, formando paisagens e desenhos variados. Até fotografias chegam a ser reproduzidos nessas garrafas. Obviamente é um trabalho de muita paciência e habilidade. Arte pura.

 
 

Madeiras e metais – Com latas usadas, os artesãos fabricam bacias, canecas, lamparinas, funis, caçarolas, formas de bolo, etc. Com forja e bigorna e rudimentares instrumentos de ferreiros, são confeccionados foices, armadores de redes, chocalhos, estribos, argolas, fechaduras. Com a madeira, nossos marceneiros são capazes de fazer obras de arte encantadoras na área do mobiliário. Sem dúvida alguma, o cearense tem pendor artístico. Pena que o incentivo às suas artes ficaram perdidos nos tempos do Padre Cícero. São admiráveis pelo fato de não haverem deixado essa tradição se acabar de todo. Acrescente-se a este artesanato de madeira, o trabalho dos talhadores, que esculpem sua arte em tábuas.

A Pousada Sombra do Juá tem anexo a sua Unidade 1 (Rua São Paulo) uma loja com nome Sombra e Arte e temos o prazer de vender artesanatos dos melhores artesãos do Ceará. Visite nossa loja.

Seu Lunga

Muitas pessoas vem fazer turismo em Juazeiro do Norte por motivos religiosos e médicos, mas existe um outro motivo e não é um local. É uma pessoa.

Você já ouviu falar no Seu Lunga, vamos apresentar para você:

Joaquim dos Santos Rodrigues, mais conhecido como Seu Lunga” (Caririaçu, Ceará , 18 de agosto de 1927) é um poeta brasileiro, vendedor de sucata residente em Juazeiro do Norte, ao qual são atribuídas diversas piadas sobre seu temperamento, criando um personagem do folclore nordestino. Seu Lunga é conhecido pela falta de paciência nas respostas; diversos contos, de autenticidade não comprovada sobre seu mau humor circulam na Internet.

Biografia

Joaquim dos Santos Rodrigues nasceu em 18 de agosto de 1927, no Sítio Gravatá no município de Caririaçu, viveu a infância com os pais e sete irmãos no município de Assaré. Recebeu um apelido por uma senhora, que era vizinha, e passou a chamá-lo de Calunga, que mais adiante se reduziu para Lunga. Com 16 anos de idade foi morar no município de Juazeiro do Norte. Casou em 1951 e tornou-se pai de treze filhos.

Lunga é dono de uma sucata em Juazeiro que vende de tudo, desde aparelhos de televisão a frutas. É considerado pela população como uma lenda viva. 5 Não gosta de ser chamado de ignorante, pois afirma que ignorante é quem não tem educação. Gosta de ser reconhecido pelos versos e poesias feitos por si próprio.

Em 2008 deu entrevista ao jornal O Povo informando que todas histórias contadas em cordéis eram mentiras. Por uma ação judicial os cordelistas da região ficam proibidos de escreverem sobre sua pessoa.

Com a explosão das redes sociais, a popularidade de Seu Lunga explodiu nos últimos anos com sites oficiais que lembram das suas clássicas frases, e até com comunidades exclusivas dedicadas a figura do celebre cearense.

 Fonte: Wikipedia.org

Xilogravuras

A xilogravura é de provável origem chinesa, sendo conhecida desde o século VI. No ocidente, ela já se afirma durante a Idade Média. No século XVIII duas inovações revolucionaram a xilogravura, a chegada à Europa das gravuras japonesas coloridas, que tiveram grande influência sobre as artes do século XIX, e a técnica da gravura de topo criada por Thomas Bewick.

No final do século XVIII Thomas Bewick teve a idéia de usar uma madeira mais dura como matriz e marcar os desenhos com o buril, instrumento usado para gravura em metal e que dava uma maior definição ao traço. Dessa maneira Bewick diminuiu os custos de produção de livros ilustrados e abriu caminho para a produção em massa de imagens pictóricas. Mas com a invenção de processos de impressão a partir da fotografia, a xilogravura passou a ser considerada uma técnica antiquada. Atualmente ela é mais utilizada nas artes plásticas e no artesanato.

Xilogravura popular brasileira

A xilogravura popular é uma permanência do traço medieval da cultura portuguesa transplantada para o Brasil e que se desenvolveu na literatura de cordel. Quase todos os xilógrafos populares brasileiros, principalmente no Nordeste do país, provêm do cordel. Entre os mais importantes presentes no acervo da Galeria Brasiliana estão Abraão Batista,José Costa Leite, J. Borges, Amaro Francisco, José Lourenço e Gilvan Samico.

Conheça a FanPage da Loja de Artesanatos Sombra e Arte, lá poderá encontrar as xilogravuras mais populares da Região do Cariri – CE.

Dia Internacional das Mulheres

As mulheres são fantásticas!

A mãe e o pai estavam assistindo televisão quando a mãe disse:

– Estou cansada e já é tarde,vou me deitar !!!

Foi à cozinha fazer os sanduíches para o lanche do dia seguinte na escola, passou água nas vasilhas das pipocas, tirou a carne do freezer para o jantar do dia seguinte, confirmou se as caixas de cereais estavam vazias, encheu o açucareiro, pôs tigelas e talheres na mesa e preparou a cafeteira do café para estar pronta para ligar no dia seguinte.

Pôs ainda umas roupas na máquina de lavar, passou uma camisa a ferro, pregou um botão que estava caindo. Guardou umas peças de jogos que ficaram em cima da mesa, e pôs o telefone no lugar. Regou as plantas, despejou o lixo, e pendurou uma toalha para secar. Bocejou, espreguiçou-se e foi para o quarto. Parou ainda no escritório e escreveu uma nota para a professora do filho, pôs num envelope junto com o dinheiro para pagamento de uma visita de estudo e apanhou um caderno que estava caído debaixo da cadeira. Assinou um cartão de aniversário para uma amiga, selou o envelope, e fez uma pequena lista para o supermercado, colocou ambos perto da carteira.

Nessa altura, o pai disse lá da sala:

– Pensei que você tinha ido se deitar.

– Estou a caminho – respondeu ela. Pôs água na tigela do cão e chamou o gato para dentro de casa. Certificou-se de que as portas estavam fechadas. Passou pelo quarto de cada filho, apagou a luz do corredor, pendurou uma camisa, atirou umas meias para o cesto de roupa suja e conversou um bocadinho com o mais velho que ainda estava estudando no quarto. Já no quarto, acertou o despertador, preparou a roupa para o dia seguinte e arrumou os sapatos. Depois lavou o rosto, passou creme, escovou os dentes e acertou uma unha quebrada. A essa altura o pai desligou a televisão e disse:

-Vou me deitar.

E foi. Sem mais nada.

Carlos Drummond de Andrade

Quarta feira de cinzas

quarta-feira de cinzas é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas que os cristãos católicos recebem neste dia são um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.

Ela ocorre quarenta dias antes da Páscoa (sem contar os domingos) ou quarenta e seis dias (contando os domingos). Seu posicionamento no calendário varia a cada ano, dependendo da data da Páscoa. A data pode variar do começo de fevereiro até à segunda semana de março.

Alguns cristãos tratam a quarta-feira de cinzas como um dia para se lembrar a mortalidade. Missas são realizadas tradicionalmente nesse dia nas quais os participantes são abençoados com cinzas pelo padre que preside à cerimônia. O padre marca a testa de cada celebrante com cinzas, deixando uma marca que o cristão normalmente deixa em sua testa até ao pôr do sol, antes de lavá-la. Esse simbolismo relembra a antiga tradição do Médio Oriente de jogar cinzas sobre a cabeça como símbolo de arrependimento perante Deus (como relatado diversas vezes na Bíblia). No Catolicismo Romano é um dia de jejum e abstinência.

Como é o primeiro dia da Quaresma, ele ocorre um dia após o Carnaval. A Igreja Ortodoxa não observa a quarta-feira de cinzas, começando a quaresma já na segunda-feira anterior a ela.

Fonte: Wikipedia.org

Milagre em Joazeiro

Milagre em Joaseiro (inglês A Miracle at Joaseiro) é um livro escrito pelo norte-americano Ralph Della Cava e publicado em 1977.

O livro reconta um fenômeno ocorrido no município brasileiro de Juazeiro do Norte, no Ceará, em 19 de março de 1889. Naquele dia, Padre Cícero dava a comunhão aos fiéis de Juazeiro, quando a hóstia foi dada a uma mulher chamada Maria de Araújo, a hóstia se transformou em sangue na boca da mulher. O acontecimento logo ganhou dimensão nacional, sendo apontado por muitos como milagre.

Para escrever o livro, Della Cava esteve em Juazeiro onde reuniu fotos, documentos da Diocese do Crato, inclusive relatos das pessoas que presenciaram o suposto milagre, além de depoimentos de estudiosos, religiosos e romeiros.

(Fonte: Wikipedia.org)

Roteiro da Fé de Juazeiro do Norte

Juazeiro do Norte é um grande santuário. O Roteiro da Fé em Juazeiro passa por diversos espaços distribuídos pelo município, como igrejas, museus, santuários, etc.

Pela importância deste roteiro este é o único adendo comentado das seções de fotos. Venha conosco em uma pequena viagem rumo ao sagrado.

1) A nossa visita se inicia na Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, construída entre 1908 e 1909, onde Padre Cícero foi enterrado em 1934, aos 90 anos. No altar da igreja está o seu túmulo. No pátio em frente você encontra algumas barraquinhas vendendo souvenires e a Casa dos Milagres, com fotos e ex-votos de pessoas que alcançaram graças.

 

 

2) Logo ao lado da Igreja do Socorro está o Memorial Padre Cícero, moderna estrutura onde estão expostas peças antigas, fotografias, livros e objetos que contam um pouco da história do Padre Cícero e de Juazeiro. É um fantástico acervo histórico. Durante as romarias, o Memorial costuma receber cerca de 1.500 pessoas por dia.

 

 

3) Saindo do memorial chegamos à rua São José número 120, onde fica o Complexo Episcopal, com capela e casa onde Padre Cícero viveu por uns tempos. Mais à frente, no número 242, tem o Museu Cívico Religioso Padre Cícero, residência oficial do Santo Padre onde estão guardadas algumas vestimentas, móveis, fotografias e outros objetos que lhe pertenceram.

 

 

4) Logo em seguida está a Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores. É a principal igreja da cidade (Matriz). Em frente a ela você encontra o Pátio do Povo e um centro de apoio aos romeiros. É naquelas imediações que vai ser construído um grande projeto chamado Cidade Cenográfica ou Cidade da Mãe de Deus.

 

 

 

5) A Matriz é a igreja mais próxima do Horto. Da Matriz, portanto, vamos direto para a colina. Distante cerca de sete quilômetros, a colina do Horto era o espaço de orações do Padre Cícero. Lá você encontra o monumento erguido ao fundador da cidade em 1969, com 27 metros de altura, a terceira maior estátua em concreto do mundo e o Museu Vivo do Padre Cícero, instalado na antiga casa de orações, o Casarão do Horto. Bonecos de resina de poliéster em tamanho natural retratam cenas vividas pelo padre e pessoas ligadas a ele. No pátio, os vendedores de lembrancinhas se misturam às beatas e crianças que cantam benditos para os visitantes, um povo simples que migrou para Juazeiro em busca de de melhores dias. No Horto também é hora de visitar as obras da Igreja Senhor Bom Jesus do Horto, o maior templo católico do Nordeste cuja edificação está sendo realizada pelos Salesianos, projeto comparável ao templo de Aparecida do Norte.

6) De volta à cidade, agora é hora de visitar outros grandes santuários religiosos. O Santuário do Sagrado Coração de Jesus é uma imponente igreja erguida pelos padres Salesianos. Em seu interior estão sepultados religiosos adorados pelo povo como o Padre Francisco e Nestor. Esta igreja foi edificada a pedido do Padre Cícero que doou todas as suas terras aos Salesianos.

 

7) Saindo da igreja dos Salesianos, a próxima parada é o Santuário de São Francisco. Os frades se estabeleceram em Juazeiro atendendo ao chamado da fé e ergueram aqui um grande templo. A igreja dos Franciscanos está centrada em um grande pátio cercado por uma bela passarela suspensa chamada “passeio das almas”. É parada obrigatória neste roteiro.

 

 

8) O último dos mais antigos templos religiosos de Juazeiro do Norte é a Igreja São Miguel. Da ordem Diocesana, esta igreja tem um altar externo que é uma bela edificação em alvenaria, erguido para a realização de missas ao ar livre. Ao lado da igreja, este altar revestido de azulejos é palco de importantes celebrações anuais como a coroação de Nossa Senhora em maio.

 

 

Estes portanto, são os principais monumentos do roteiro da fé. Juazeiro, no entanto, conta ainda com outros tantos templos religiosos e espaços de oração que merecem também a sua visita.

Chapada do Araripe

Situada na divisa entre Ceará, Pernambuco e Piauí, a bacia do Araripe é reconhecida internacionalmente como um dos mais completos e ricos depósitos de fósseis do planeta. Plantas, sementes, frutos, insetos, anfíbios, répteis e dinossauros. Tudo está ali, gravado na rocha há centenas de milhões de anos, constituindo o mais expressivo e raro patrimônio paleontológico do país.

Mas não foi apenas a imensa quantidade de fósseis que fez a região do Cariri cearense ganhar o posto de berço da paleontologia nacional. A preservação dos vestígios a torna especial. Tanta riqueza, no entanto, acabou atraindo a atenção de aventureiros com interesses nada científicos. O contrabando de fósseis ainda é um dos principais obstáculos na luta pela preservação do valioso tesouro paleontológico.

A região, na verdade, torna-se um imenso oásis em meio à secura do sertão nordestino. Quem acha que por ali só se vê mandacarus e outras espécies típicas de caatinga, leva um susto ao se deparar com a primeira Floresta Nacional criada no Brasil, um tapete verde com 160 quilômetros de extensão por 50 quilômetros de largura, e abriga diversas espécies vegetais e animais, algumas em processo de extinção.