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O que a NASA está fazendo na Chapada do Araripe?

O que a NASA está fazendo na Chapada do Araripe?

Quantas vezes você assistiu um filme que a NASA aparece com seus foguetes, satélites, experiências intrigantes e polêmicas? Muito disso é ficção, mas o que não é a presença da NASA na Chapada do Araripe.

Em Barbalha, região do Cariri, no sul do Ceará, o foguete é de garrafa plástica. Os alunos da escola Senador Martiniano de Alencar aprendem sobre ciência aeroespacial em sala de aula.

O professor André mudou o currículo da escola para incluir astronomia. E inscreveu a turma dele no programa EarthKAM da NASA. Pela internet, eles pedem à estação espacial internacional que faça fotografias do lugar onde moram. E assim fazem o monitoramento da Chapada do Araripe, onde tem uma floresta nacional e o primeiro parque geológico das Américas.

Chapada do Araripe é fotografada por Nasa, após um professor de Barbalha se inscrever.
Chapada do Araripe é fotografada por Nasa, após um professor de Barbalha se inscrever.

“Essa foto aqui que a gente tirou na missão passada, tem uma área que era bem verdinha, agora não tá bem verdinha. Então o aluno, ele começou a criar curiosidade na questão ecológica”, conta o professor André Tavares.

Os alunos passaram a monitorar a vida de um passarinho ameaçado de extinção que vive nas nascentes da chapada: o soldadinho do Araripe. Os alunos recebem as fotografias tiradas do espaço. A interpretação das imagens e o trabalho de campo ficam por conta da garra da turma e do professor.

A estação espacial internacional fica bem acima da copa das árvores do Parque Municipal do Riacho do Meio, mas tem uma conexão direta com a floresta, as imagens do satélite e o trabalho de pesquisa dos estudantes podem ajudar a salvar não apenas espécies de animais silvestres, mas também toda a rica vegetação.

Ainda é possível avistar o soldadinho do Araripe, embora tenham sido identificados apenas 56 casais na natureza. O soldadinho depende das nascentes para sobreviver. De todas as nascentes, a mostrada no vídeo (clique aqui para assistir o vídeo) é considerada a mais importante, ela forma o Rio Salamanca, que deu origem à cidade de Barbalha. Mas logo se vê que a água limpa e cristalina tem dono – e não é a natureza.

“Canos que vêm retirando a água da nascente para distribuir com as comunidades do entorno do Parque Municipal do Riacho do Meio, Barbalha. Isso aqui vai prejudicar a biodiversidade que tem aqui. A mata, com isso, vai ficar faltando muita água, então muitas espécies aqui, elas podem morrer por falta d’água”, explica a analista ambiental do ICMBio Maria Ribeiro Ferrer.

Com a ajuda do satélite, os alunos realizam um trabalho essencial para a terra onde moram. Aprendem sobre o passado e o futuro da região. No início, os alunos achavam até que poderiam aparecer na foto tirada do satélite, e bolaram um ‘selfie cósmico’.

Para ver essa e outras matéria do Globo Repórter clique no link da fonte abaixo.

Fonte: Globo Repórter

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