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Pesquisadores da UFPE encontram novo fóssil de pterossauro

Pesquisadores da UFPE encontram novo fóssil de pterossauro

Cariri reaparece no mapa dos Dinossauros novamente com nova descoberta. Nova espécie trará mais visitantes a região.

Uma equipe de 4 pesquisadores identificaram uma nova espécie de pterossauro no nordeste.

O fóssil encontrado viveu há 111 milhões de anos e será divulgado, na manhã desta quinta-feira (02), em coletiva de imprensa no auditório João Alfredo, na reitoria da UFPE. A descoberta foi publicada em diversas revistas internacionais.

O pterossauro Anhanguera piscator viveu no Brasil há cerca de 110 milhões de anos, no Período Cretáceo, onde hoje se situa a Chapada do Araripe, e onde foi encontrado mais precisamente esse fóssil, localizado nos estados do Ceará e Piauí, a região mais fértil em espécies de pterossauros do mundo. Sua envergadura chegava a 5 metros. Era um predador voador, com um longo focinho, munido de dentes longos e afiados, perfeitos para abocanhar peixes.

São características dos pterossauros: grandes olhos, cérebro avantajado e ossos longos. Conhecidos como “répteis voadores”, foram na verdade arcossauros, assim como as aves e os dinossauros. Mas eles mesmos não eram aves, nem dinossauros voadores. Como não deixaram descendentes, e não tem nada a ver com os répteis de hoje, a ciência não tem segurança em informações sobre seus ancestrais.

A maioria dos esqueletos de pterossauros foi encontrada em rochas depositadas em mares rasos. Associados a algumas dessas ossadas foram encontrados restos do estômago contendo escamas e ossos de peixes. Assim, os pesquisadores paleontólogos entendem que a maioria desses animais viviam nas regiões costeiras e se alimentavam de peixes.

Acredita-se que os pterossauros, até mesmo os maiores, com 15 metros de envergadura, eram capazes de voar batendo as asas. A grande placa que forma o osso externo na frente do peito e a grande crista óssea no primeiro osso do braço, são marcas deixadas pelos poderosos músculos das asas. O pequeno osso com forma de anzol na frente do braço, chamado de pteróide, suportava uma membrana ligada ao pescoço, ampliando ainda mais a área das grandes asas. Mais parecida com asas de morcegos.

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